24 de mar. de 2015

COVARDE!!


Quem é o covarde?
Definição. 
Covarde:  3. Desleal, traiçoeiro. Covardia: 2. Ato desleal que atinge apenas os mais fracos. (FERREIRA, Aurélio B de H. Miniaurélio Século XX1 Escolar. RJ: Nova Fronteira, 2001.).

Para a psicologia, a covardia, em suma, é uma das facetas da falha de comportamento humano: inseguros, medrosos, egocêntricos, etc. 

A Dra. Adriana Nogueira no blog psicologia dialética, ressalta sobre os covardes o seguinte: “cansados e lentos sob o peso de tanto pensar e fantasiar, estes indivíduos têm uma particular atração para criticar quem ousa agir, ora expondo seus raciocínios "lógicos e sensatos", ora semeando dúvidas insidiosas que atacam a auto-estima alheia. [...] Enquanto o covarde tem baixa auto-estima, o corajoso não pensa demasiadamente em si. Ele enxerga além. Se parasse para considerar todos os pequenos interesses de seu próprio ego, o corajoso perderia o impulso do moto progressivo e naufragaria rapidamente.”

Ghandi já dizia: " um covarde é incapaz de demonstrar amor..."

Covarde não é somente uma pessoa, insegura medrosa, que não tem coragem para enfrentar seus medos e fantasmas. Numa análise pessoal de vida, penso que o covarde é um ser amargo, solitário, derrotista, invejoso, dissimulado, fingido, autodestrutivo e traiçoeiro. Às vezes, se mostra como inimigo velado, que não mostra a cara. Para aparecer de bonzinho aos olhos da sociedade ou comunidade em que vive.

Em todos os segmentos da vida, na sociedade, existiram, existem e sempre vão existir os covardes. São como ervas daninhas que crescem e sugam a seiva das plantas viçosas e florescentes, até que elas morrem secas, apodrecidas. O covarde é como a sanguessuga que se nutre das ideias, virtudes ou fracassos de outras pessoas. E, não raramente, se intitulam dono da ideia de outrem.

O covarde, apesar de seu espaço adquirido, não tem convivência segura e duradoura no grupo social. A qualquer hora, ele pode romper os laços que o seguram naquele grupo.

Mas, a pior característica do covarde é sua tendência consciente ou inconsciente para a deslealdade. Os covardes não são de confiança, embora estejam no contexto social em que vive e não podem ser isolados, são sempre policiados. São aqueles que, via de regra, produzem vazamentos de segredos pessoais, industriais, empresariais, etc. Os que atacam a dignidade de uma pessoa, sem se importar com os resultados maléficos que possam produzir. E em alguns casos, conscientemente, agem somente para terem a satisfação de rirem ou tripudiarem sobre a pessoa atingida.

Covarde é aquele que concorda com a maioria e depois, entretanto, fala mal por trás, do projeto alheio. Critica o colega, o líder, o patrão, o chefe, mas sempre que pode dá “tapinhas nas costas”, chama para comer junto, e até quer fazer “selfies” com eles, para postar nas redes sociais. A hipocrisia, o fingimento é sua marca registrada.

Não vou entrar no mérito teológico. Todavia, o que dizer de Judas Iscariotes, que no prato comia com Jesus e o traiu com um beijo. E ainda Absalão que roubava o coração do povo, á revelia do velho rei Davi, seu pai. E Jacó que enganou seu velho pai Isaque, na busca da bênção da primogenitura. E os fariseus e saduceus que, sempre tentavam pegar Jesus em alguma fraqueza. Podemos apontar Diótrefes, que João Apóstolo, em sua 3ª carta, reclamou que ele queria roubar o seu lugar como Primaz da Igreja.

O covarde, se ver alguém começar a crescer, prepara ciladas ferinas contra ele, espalhando boatos caluniosos, sem ter a decência de conferir se o fato é verdadeiro, consumido pela inveja por não ter o talento e a capacidade que o outro tem.

Todavia, os covardes, dificilmente, enganam por muito tempo, logo são descobertos. No entanto, o covarde não tem vida longa, por serem autodestrutivos. Eles acabam por sentir a foice da morte muito cedo. E neste caso, não precisa ser morte física. Falo de suicídio social. Eles se autodestroem com seus artifícios, fantasias e malefícios. Isolam-se, aniquilam-se do grupo social em que vive. Seja no trabalho secular, na comunidade de amigos, ou na igreja. Os covardes pensam que enganam alguém, escondendo-se atrás da cortina de fumaça da hipocrisia. Ledo engano. É por pouco tempo, logo a máscara cai.

Tenho percebido, nesse tempo de parca experiência, que em alguns casos, os covardes são migratórios. Acabam o seu malfadado “serviço” em um lugar ou grupo social, onde deixam o ambiente em que viviam, quase ou todo destruído, e saem para procurar outro ambiente onde possam proliferar as suas nefastas atitudes, fruto de sua falha de comportamento.

Não tenho, com este artigo, o objetivo colocar “carapuça” em quem quer que seja. Contudo, meu desejo é ajudar o ledor a fugir deste comportamento pernicioso e maligno. Seja natural, seja você mesmo. Trabalhe com os seus próprios talentos, dons, capacidades e habilidades e verá que "o vosso trabalho tem uma recompensa".

Uma pergunta: será que tem este tipo de comportamento no segmento cristão ou religioso?

Ah...! Que Deus nos livre da maligna, perniciosa e diabólica covardia!

19 de mar. de 2015

Mordomia Cristã


A prestação de contas das coisas espirituais é inexorável e muito pesará na balança divina.
Por Ezequiel da Silva
Postado em: 15 de setembro de 2013


O que temos na vida não é nosso. Os bens materiais que conquistamos, o tempo de vida que vivemos, a família que adquirimos, a formação e a realização profissional que obtivemos. Não são nossos. Somos apenas administradores de tudo isto. Crendo ou não em Deus e que tudo pertence a Ele, haveremos de prestar contas de tudo que administramos aqui no plano terreno, ao Senhor Deus, Criador dos céus e da terra e de tudo que nela contém.

E quando falo de prestação de contas, falo daquilo que é próprio de quem é administrador. É chamada de mordomia cristã (mordomo, vem de administrador; aquele que supervisiona e administra o que é de outra pessoa). Inclusive a vocação espiritual: ministério, dons, talentos e o serviço cristão em todos os seus aspectos. A prestação de contas das coisas espirituais é inexorável e muito pesará na balança divina. Claro, que não pretendo tratar de todo assunto sobre Mordomia que é maravilhoso, como disse é só uma reflexão.

Quantos estão negligenciando ou brincando com a vocação espiritual, nesses dias! Quantas pessoas estão negociando fraudulentamente com as coisas santas (era chamado, no passado, de SIMONIA)! Quantas pessoas se exaltam por aquilo que possuem sejam bens materiais e patrimoniais, formação educacional e realização profissional. E são tão arrogantes que o nariz quase toca as nuvens de tão empinados. Elas não se preocupam que um dia haverão de estar diante do Todo-Poderoso, para devolver a Ele o que foi lhe dado para administrar aqui na terra.

Como estamos administrando as coisas que foram entregues a nós para serem usadas ou realizadas? Aquilo que Deus nos entregou para administrar? Quer seja materialmente quer espiritualmente. Sejam ricos e pobres, leigos ou acadêmicos, sacerdotes ou povo. Em sua 1ª carta apostólica, Pedro exorta a todos os administradores: "[…] se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém".

Demos glórias, pois, a Cristo por tudo que temos e realizamos, devolvendo-lhe o que lhe é tributado, e ele certamente estará reservando para nós coisas inefáveis, neste tempo e no porvir a vida eterna.


Veja mais: http://searanews.com.br/mordomia-crista/#sthash.6HqmHjzZ.dpuf

6 de fev. de 2015

VAMOS ORAR PELO BRASIL - protestos, Reino de Deus, propósito da Igreja


Tenho visto algumas chamadas nas redes sociais, inclusive divulgadas pelos evangélicos para um movimento de protesto a favor do impeachment da presidente Dilma. Ela foi alçada ao posto com 51,64% dos votos válidos, ganhando as eleições de seu principal adversário. A guisa de esclarecimento, não repudio movimentos desta monta, desde que feito dentro do estado democrático, assegurando o direito de ir e vir de todos. Quero informar que, também, não sou eleitor do PT (questão pessoal de ideologia).

Contudo, como líder cristão não posso ser incentivador de movimentos paredistas, caras-pintadas, black blocks, vandalismos, entre outros.
O que precisa ser feito, nesse momento, é unir forças entre as igrejas, seja qual for o credo, em oração pelo Brasil, nossa querida nação, que enfrenta graves problemas na gestão pública. A Bíblia nos recomenda a fazer isso; o legado da igreja em todos os tempos era a busca ao Senhor das nações, para que houvesse paz e equilíbrio sobre os que estão em eminência.
O cristão é cidadão como qualquer um, com todos os direitos e deveres. Estamos num país cuja a expressão é livre. Vivemos no chamado estado democrático de direito. Passeatas, protestos e greves são institutos inerentes a Democracia, e portanto instrumentos utilizados para pressionar, politicamente, um governo quando as promessas feitam eram outras, as respostas esperadas também decepcionaram. A corrupção tem avançado em todos os níveis no democrático Brasil, que democratiza e institucionaliza a corrupção, a violência e a miséria. Pensamos bem: tudo isso não é fruto da natureza decadente e pecaminosa do ser humano?

Porém, historicamente, a bandeira que levantamos enquanto Igreja é outra, ou seja, aquela que representa o verdadeiro significado do Evangelho de Cristo, da paz e da justiça. O propósito da igreja tem caráter e abrangência não somente social, mas também, espiritual em essência, isto é, a proclamação de um Evangelho que traz a justificação e o cancelamento do estado miserável do pecado humano, realizado por Cristo Jesus na cruz do Calvário, como oferta única e agradável a Deus Pai; como também, este mesmo Cristo do Evangelho nos transmite uma profunda alegria no coração que confunde o mundo, no que tange a nossa vida, isto é, daqueles que O aceitam como salvador pessoal e vivem a fé no filho de Deus.

Se abrirmos mãos de princípios que norteiam a conduta cristã, que são pilares do Reino de Deus, dito pelo apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos 14.17: Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo, negaremos a existência e propósito da igreja.

16 de jan. de 2015

PESSOAS TÓXICAS, um problema para o reino









Quero deixar uma simples e rápida reflexão sobre algo que, fatalmente, tem ocorrido, em grande escala, na atualidade. Desejo falar daquelas pessoas que são tóxicas; que intoxicam grupos, amizades, relacionamentos; intoxicam a si mesmas. Ignorá-las seria uma opção? E aquelas pessoas que são tão passionais, cujas amizades não podem ser compartilhadas; divididas com outras pessoas. Querem exclusividade! O que faremos? As desprezamos? E aquelas que, ao se darem conta, já criaram uma situação adversa de prejuízos incalculáveis, que por vezes, nem o tempo apaga. Isolaremo-nas? A lista é enorme, né?
O que o Evangelho de Cristo propõe para sermos verdadeiramente cristãos, é AMAR tais pessoas e saber conviver com elas. Não há outra alternativa. Não para o Evangelho! Muitas dessas pessoas estão doentes na alma, na mente e no físico. São as doenças psicossomáticas. Estão mórbidas. No fundo, não gostam de si mesmas. Acham que todo mundo está conspirando contra elas. O Apóstolo Paulo, sapiente, disse que o amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." Estou falando do amor pessoal, natural e fraternal. Imaginem quando somos inundados do amor de Deus.

Procuremos tratar essas pessoas com amor. Não é uma tarefa fácil, visto que também somos egoístas. olhemos para elas com os olhos de Deus e não com as lentes da soberba. Se o leitor percebeu, falei em olhos de Deus. Cada um de nós temos nossos defeitos: pequenos ou grandes. Uns aparentes outros sutis.  Quem usa lente, quase sempre tem algum defeito visual e não consegue enxergar o valor que as pessoas tem e que podem ocupar o mesmo espaço, trabalhando com afinco para promover o Reino de Deus. É isso!!                               

25 de set. de 2014

O QUE É OVELHAR ???


Na década de 70 existia um slogan do Governo Federal que dizia: "a união faz a força".



Desde os tempos bíblicos do Novo Testamento, nos primórdios da Igreja, já se ouvia falar em expressões como: unânimes, comum, unidos e reunidos. Em Atos dos Apóstolos 4.32, está afirmado que era "Um o coração e alma da multidão que cria." (grifo nosso). Os crentes da Igreja primitiva, "e, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração..." (Atos 2.46). Havia um intenso desejo do povo em compartilhar as bênçãos materiais e espirituais, assim como as vitórias; mas compartilhavam também as perdas, as aflições, a solidão, sem deixar de incentivar uns aos outros a "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos." (Judas v.23). O amor fraternal era tão contagiante que os crente repartiam caridosamente com aqueles que estavam em necessidade. (Atos 2.45) De sorte, que nada era obrigatório. Tudo era feito em parceria, em comunidade, em comunhão e amor fraternais. Quando uma igreja ou pessoas não estavam enquadradas no padrão comunitário, imediatamente, os apóstolos se dirigiam, por meio de carta, para exortar à igreja, líder ou pessoas, senão vejamos: "Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissenções; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer." (1 Coríntios 1.10). "Rogo a Evódia e rogo a Síntique pensem concordemente, no Senhor." (Filipenses 4.2 ARA). De maneira que, a Igreja seguia o Caminho, em comum acordo. A igreja em Corinto não estavam falando a mesma linguagem e;  em Filipos haviam duas mulheres da liderança que não compartilhavam da concórdia para o bem da igreja.

O que acontece com os crentes da atualidade? Claro, que não se espera voltar aos padrões da primitiva igreja. Porém, aos princípios, sim! Entretanto, quando se fala em amor nos cultos, em comunhão, cai uma gélida friagem sobre os crentes. Você não ouve um "AMÉM" ou "ALELUIA", ou ainda, "TRANSFORMA-ME SENHOR". " TE ADORO SENHOR, POR ESTA PALAVRA" Por que? Respondo: somos deficitários do amor e da comunhão. Legados primordiais da união. Continuaremos nanicos espirituais, porque torcemos contra, ou, puxamos ao contrário. É preciso mudança em nós. Olhar de Reino e não de "trono". Estamos pensando, primeiramente em nós e depois, se der, no OUTRO.

Não se ouve mais testemunhos de irmãos que foram tocados pelo amor de Deus para realizar tal e tal tarefas. E quando alguém é tocado, o outro carnal diz: - "está querendo se aparecer". Não se compartilham uns com os outros. Não há comunhão. Não há união. A Bíblia diz enfaticamente: "comunicai com os santos as vossas necessidades". (Romanos 12.13). Comunicar, falar entre si, comungar. Este é o sentido. No caso, as necessidades, não são somente as famélicas, mas também, as espirituais, as pessoais, as sentimentais. Todavia, o problema está "no santo" a quem se comunga ou comunica. O "santo" ao invés de ir orar, passa para outro "santo", que tem um terceiro "santo" amigo e, ai vira uma colcha de retalhos.

Pensando nisso, criei o verbo "ovelhar". O que é isso? É a comunicação, a conversa de ovelha - o balido de crente. Você não encontrará este verbo em gramáticas ou dicionários, mas uso aqui para dizer que as ovelhas do Senhor Jesus Cristo precisam aprender a ovelhar mais. Em retiros, passeios, um dia só pra andar e conversar uns com os outros. Aproveita, chega um pouco mais cedo ao templo, antes do horário do início do culto divino, e compartilhe aquele sorriso, aquela experiência (fofoca não, vamos combinar), as animações e expectativas, as bênçãos e vitórias. Inclusive, os problemas e aflições que nos sobrevêm. Evidente que, na hora do culto a que se reverenciar o divino. Na hora da evangelização, dos culto ao ar-livre a que se promover o Evangelho.

No entanto, ovelhar faz parte da sociologia de grupo, em que as pessoas integrante daquele convívio social compartilhem entre si, comunguem-se os assuntos mais diversificados, desde que não firam a ética cristã. O pensamento está no coletivo, pensamento grupal. No dizer da educadora Hanna Arendt: visa atender O OUTRO e as suas necessidades.  (Faz me lembrar as aulas de Sociologia, dos temos da faculdade, com a querida prof. Inês Rezende rsrsrsrs).

Nesse caso, é o ponto culminante, a comunicação entre grupos sociais na igreja. O OUTRO é o mais importante do que eu. Este deve ser o apogeu do pensamento social. E é na igreja que deveria ser o lugar de refúgio, de afago, de demonstração de afeto. Alguns, pela sua carência ou pela síndrome da rejeição tem necessidade de ser visto, se ser notado. Não é "massagem de ego". Há casos  que são complexos de inferioridade mesmo.

Se compreendermos essa realidade, aquilataremos o que o Senhor Jesus disse: "Portanto, tudo o que vos quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas." (Mateus 7.12).  Assim, urge voltarmos, pois, aos princípios do amor, da comunhão e da união fraternais, até então, bem esquecidos.


8 de jul. de 2014

HUPERETES - A Palavra do Ministério Cristão

HUPERETES - A Palavra do Ministério Cristão




Por: Ezequiel da Silva


Primeiramente, não quero ser voz única nessa matéria, até porque não sou esmerado em línguas originais da Bíblia. Sou apenas um pesquisador. Outros colegas já escreveram sobre este importante tema; então, segue mais uma elucubração do assunto. Minha abordagem será do ponto de vista da vida e chamada pastoral na atualidade, com imparcialidade e honestidade, pois, invariavelmente, sou devedor e carente.


Assim, qual é o significado do sacerdócio ministerial cristão? Porquê tantos querem ser ordenados? O que leva muitos a almejarem a liderança de uma denominação cristã? As perguntas são pertinentes e atuais e, talvez, alguns já tiraram conclusões precipitadas acerca destes homens e mulheres, parcela da sociedade, independente do credo ou denominação cristã.


Mas, o que significa ser ministro do Evangelho ou sacerdote cristão? Os manuais e dicionários bíblicos ou léxicos do grego do NT trazem suas definições brilhantes e adequadas. Contudo, várias delas são tecnicista, acadêmica e não reflete o ideal do ministério pastoral. É um fato bíblico o que está escrito em 1Tm 3.1: "esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja." Há uma diferença abissal entre alguém que é vocacionado para o ministério e alguém que acha que é?


Numa visão panorâmica, são milhares de "ordenados" e estão às vistas de todos nos púlpitos das igrejas, mundo à fora. São ordenados "à rodo" pelas mais diversas denominações. É evidente é que, nessa leva tem muitos que se autointitulam ministros; criam suas próprias denominações; seus nichos religiosos. Em tese, assim o fazem porque não querem estar debaixo de autoridade, não aceitam nem se submetem a uma autoridade eclesial.


- "Sou, agora, um ministro do Evangelho" - arrota (ops!), de maneira arrogante, o noviço ordenado, de posse de sua credencial, várias vezes exibida. Acha que chegou o ápice de sua carreira ministerial, quando na verdade, está apenas começando, se é que foi chamado. Infelizmente, é possível que morra no nascedouro (por favor, entendam, não estou amaldiçoando ninguém. É só uma pálida sombra da experiência dos poucos 24 anos de ministério deste servo).


Entretanto, ser ministro do Evangelho vai além de um título eclesiástico. Não deveria ter o glamour de um título nobiliárquico ou, simplesmente, um status social para ser aplaudido ou reverenciado pelos homens. Em Atos 26.16, lemos: "Mas, levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda;...". E também, lemos em 1Coríntios 4.1: "Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus.


Nestes dois textos exemplificativos, observamos uma palavra que sobressai do textos gregos: huperetes (Gr. ὑπηρέτης), a palavra do Ministério. Nos manuais do Novo Testamento Grego, huperetes, diz-se daquele que é subordinado; aquele que serve ou está à serviço de alguém. Outra palavra que designa o termo grego é REMADOR. Huperetes era como chamavam aqueles escravos das galés romanas, que ficavam no fundo do navio para tracionar os pesados remos contra os mares, às vezes bravios, às vezes calmos. Inclusive, tem outra palavra neste mesmo texto bíblico que merece nossa atenção: DESPENSEIROS (do Gr. oikonomos - οικονόμος), que também tem tudo a ver com o assunto em tela. No entanto, sendo que a matéria dispõe de caráter próprio, tratarei em outra oportunidade, se o Eterno permitir!


Nesse aspecto, a natureza eclesiástica do ministro do Evangelho ou do sacerdote cristão é exclusivamente serviçal. Ele deve ser um servo da igreja e para a igreja, à serviço de Cristo. E, se fugir desse conceito, é o mesmo que abandonar a vocação e assumir a arrogância e a hipocrisia, que levam a muitos ministros do Evangelho ao fracasso, por não darem a glória devida Aquele que merece - Jesus Cristo, o Rei dos Reis.


Assim, além de huperetes, nessa mesma toada, vem o termo diácono (Gr. διάκονος) que tanto refere-se ao vocábulo SERVO, bem como, ao termo MINISTRO. O próprio Jesus Cristo foi nosso diácono por excelência quando declarou em Marcos 10.45: "Porque o Filho do Homem, também, não veio para ser servido, mas para SERVIR e dar a sua vida em resgate de muitos." (grifo nosso) Então: MINISTRO = SERVO; MINISTÉRIO = SERVIÇO.


Vamos direto ao assunto: o que está faltando à igreja são sacerdotes serviçais. Que sirvam a igreja com abnegação, coragem e determinação. Atributos que seguiram o ministério terreno de Cristo até ao Calvário. Os ministros (claro que relevada as devidas exceções) preferem estar nos banquetes de Pilatos, a jamais seguirem para o Calvário da vocação. Nesse particular, a vocação nem sempre é um calvário, mas há momentos que o ministro está a caminho do Gólgota.


Porém, os ministros de hoje não querem pagar o preço do ministério, do serviço do Reino. Não querem ter calos nas mãos como os remadores das galés romanas. A um grande grupo desses ministros que estão vivendo de holofotes, de estrelismos. O que importa para eles é pisarem na "calçada da fama". E para isso acontecer, mentem, pisam nos colegas, usam bebidas "socialmente" aceitas nas rodas de conversas, cometem fraudes e rombos financeiros. No palco da vida, recheado pelos cargos políticos, são artistas que manipulam como massa de manobra, os fiéis, para continuarem exibirem-se no cenário social que lhes interessam. Desprezam o conselho paulino em Filipenes 4.8: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."


Ser ministro, é ser servo, submisso, um remador de galés; isto é, aquele que se esforça o máximo para servir a igreja do Senhor, a Noiva do Cordeiro, como bom pastor que dá a vida pelas ovelhas. Obreiros de mãos sangrentas, calejadas e dilaceradas pela força dos remos, nas águas conturbadas do serviço ministerial. Então, companheiro de ministério, está disposto a remar, e remar... Até que Cristo venha outra vez. Afinal, nos seus votos sacros, diante da igreja e do Conselho, você eu prometemos ser fiéis ministros (huperetes) de Cristo. Evidente é que todos temos os nossos defeitos, mas podemos tirar proveito disso quando sabemos valorizar e mensurar a graça de Deus sobre as nossas vidas.


Assim, a partir deste articulista, você e eu devemos voltar ao princípio do Ministro-Servo, Que está disposto a servir sem esperar recompensas, senão do Dono da Obra. Que está pronto a devolver a honra e a glória para o Senhor Jesus. Que está disposto a pagar o preço do exercício do ministério, e além de estar subordinado à autoridade de outro. E se for para remar, que seja um remador diferenciado.


Tendo em mente que a Noiva não é do ministro, como se fosse o seu dono; como, nos lembra as palavras do apóstolo Pedro: "nem como tendo domínio sobre a herança de Deus[...]"E, sobretudo está preparado como aquele que espera apresentar ao Rei, ao Sumo Pastor a sua igreja, imaculada e santa, afim de receber dEle a incorruptível coroa de glória." (1Pedro 5.4). É isso, gente amiga!


O termo Huperetes e a sua abrangência na lingua grega do NT:

MINISTRO, MINISTÉRIO - 3. Huperetes (ὑπηρέτης), um sub-remador (HUPO=sob; ERETES=remador) diferente de nautes = marinheiro. Depois veio a denotar ministros; subordinar qualquer ação sob a direção de um outro, em Lc 1.2.  Em Lc 4.20 ministro significa aquele que faz o serviço na sinagoga; um assistente; Jo 18.3,12. (Dicionário Vine em espanhol, p.731)

5257 - [...] um derivado de eressõ - remar - um remador subordinado, i.é, (de modo geral) subordinado (assistente, sacristão, oficial) - ministro; oficial, servo.
(III) [...] A respeito de um ministro da Palavra de Cristo (Lc 1.2; At 26.16; 1Co 4.1)
Deriv.: Hupéreteô, servir sob a direção de outra pessoa. (Bíblia das Palavras-Chave - CPAD, item 5257, pag. 2439)

ASSISTENTE; AJUDANTE -  Huperetes - remador subordinado, a partir daí, um servo ... traduz por "Ajudante" em Atos 13.5. (Dicionário Vine em espanhol, p.151)

DIÁCONOS, DIACONISA - Huperetes, um oficial subordinado a disposição de seu superior; originalmente, um remador subalterno em uma galé de guerra. (Dicionário Vine em espanhol, p.369)

ύπηρετέω - servir, prestar serviços, ser útil. At 13.36; 20.34; 24.23.* 
υπηρέτης, - servo, auxiliar, assistente Mt 5.25; Mc 14.54, 65; Lc 4.20; Jo 7.32,
45s; 18.18, 36; At 13.5; 26.16; 1 Co 4.1.  (Léxico do Novo Testamento Grego, p.213)
υποταγή ής, ή  - hupotage - sujeição, subordinação, submissão, obediência 2 Co 9.13; Gl 2.5; 1
Tm 2.11; 3.4. (Léxico do Novo Testamento Grego, p.215)



Espírito Santo, Brasil, Verão de 2014.

25.02.2014

31 de out. de 2013

SALVE A REFORMA.

SALVE A REFORMA
Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Sola Scriptura, Soli Deo Gloria.




Hoje, 31 OUTUBRO, é comemorado "o dia da Reforma Protestante", portanto, há 496 anos. Martinho Lutero foi o expoente da Reforma, contudo o movimento não foi iniciado por ele diretamente, houve os bastidores da Reforma. O movimento reformista data da época dos Valdenses. Os ideais reformistas foram levados avante pelos pré-reformadores, homens sérios, pertencente em sua maioria ao clero, voltados para os estudos sistemáticos da Bíblia Sagrada, que se opuseram aos ensinamentos errôneos da Igreja Católica Romana sobre a reverência as imagens, a venda de indulgências, a infalibilidade papal entre outros. E passaram a lecionar ao povo leigo sobre a verdadeira mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. Entre eles: Calvino (França), João Huss (Leste Europeu), John Wycliffe (Reino Unido), Zuínglio (Suíça) e John Knox (Escócia). Mas, foi no início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero (Alemanha), abraçando as idéias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra a compra de indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas. Esse fato é, historicamente, considerado como o início da Reforma Protestante. Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms, que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses, no entanto ele defendeu-as e pediu a reforma. Em face disso, deu-se início a Contrarreforma, onde o catolicismo empreendeu ferrenha luta para expurgar os "hereges". Nascia assim a "Companhia de Jesus" (os Jesuítas) e a Inquisição que perseguiram e mataram os protestantes huguenotes culminando no sangrento dia histórico conhecido como "o massacre de São Bartolomeu" na França.

História à parte, a verdade é que se faz necessário repensar a Reforma. Os primeiros protestantes reunirem-se em casas e depois em templos modestos. O ponto alto era a pregação do Evangelho de forma simples, buscando a conversão para o caminho da salvação em Cristo àqueles que estavam em trevas. A Reforma teve o seu valor inestimável, por tudo que representa. Sangue foi derramado e vidas ceifadas por causa dos novos ideais e a bandeira do retorno à simplicidade do Evangelho de Cristo.
Entretanto, atualmente, existe uma crise de identidade no Protestantismo. A começar pelos rótulos. Lembro-me que, na época de criança, que eram chamados de "protestantes", depois de "crentes". Veio o movimento do Espírito, e denominaram-se "pentecostais". Não muito depois, fazia-se uma diferença entre as próprias igrejas históricas e entre as históricas tradicionais e as pentecostais. Até que convencionou-se o nome de "evangélicos". E hoje houve uma subdivisão entre os pentecostais: os históricos, os pentecostais renovados e os neopentecostais.  Agora, a nomenclatura mudou para "gospel" ou o nome da igreja local ou o nome do líder-pastor. Quero dizer, o termo evangélico ainda prevalece, mas se tornou moda identificar o líder ou a denominação.

Na década de 90, ser evangélico era "status". Mas, nos tempos da minha infância ser protestante era marginalizado pela sociedade, principalmente, pela igreja dominante, alguns passavam e nem cumprimentavam pelo fato de ser protestante. O protestante, assim chamado pelo seu protesto e pregação contra o pecado , a idolatria, contra uma vida desregrada, fora da presença de Deus e contra a pomposidade, pregando-se a simplicidade de ser "crente" em Cristo, seja nos templos, casas ou em praças. Época em que as igrejas eram apedrejadas e incendiadas. Os crentes eram apedrejados em praças públicas. O protestante era amado e odiado, ao mesmo tempo. Porém, todos tinham um profundo respeito pelo homem e a mulher protestante. Sabiam que um verdadeiro protestante comprava e pagava, não dava cheques sem fundos, não assinava uma nota ou letra que não pudesse arcar. Cumpria o que prometia e não prometia o que não pudesse cumprir. Eram transparentes em seus negócios e no trato com as pessoas. Viviam uma vida simples, contemplativa e santa (alguns possuidores de diplomas, bens e altos empregos). Hoje, tem alguns evangélicos que nos causam vergonha e ojeriza pelo seu comportamento público repugnante.

Mas, nos tempos atuais, observa-se que esses ideais já se foram, há muitos, esquecidos pelos protestantes hodiernos. São inúmeros e graves, os problemas que nos afetam.  Ensinamentos discrepantes àqueles dos reformadores e muito mais longe dos ensinamento de Jesus Cristo e dos Apóstolos. Os ideais atuais estão voltados para a prosperidade a qualquer custo, os enriquecimentos dos ministros (às vezes ilícitos ou fraudulento), a idolatria pastoral insuflada pelo narcisismo de alguns líderes que gostam de ouvir o som da própria voz, o clero evangélico forte, despreparado e sem temor a Deus, os carros e casas luxuosos e templos imponentes que brilham com o resplendor do sol, quanto maior e mais esplendoroso for, maior prestígio goza o ministro. São as artimanhas políticas engendradas dentro das barricadas clericais, que sempre terminam em desafetos, e pior, prejudicam a Igreja e arranha significativamente o Evangelho. São as cobranças de cachês para pregar e para cantar para homens e mulheres que (com exceção) nunca deram um dia de sangue e suor para a nação. Não que seja contra abençoar o pregador ou o cantor dentro dos limites da igreja, e os tais saibam administrar seu quinhão junto a família. Estou falando de quantias exorbitantes e impostas - "se não der eu não vou". Ou fala que vai e mente descaradamente, indo para outro lugar que melhor lhe convém e satisfaça a sua ganância. E o pior... O povo fica esperando esse tal pregador ou esse tal cantor, que não apareceu. Sem falar naqueles Líderes que entregam o pastorado para outro a troco de grande soma - "de porteira fechada" ou entrega a igreja e vai para outra que lhe está lhe oferecendo maior renda eclesiástica, como se fosse um clube de futebol. Líderes que não se contentam com um título ministerial e criam cada vez mais rótulos nobiliárquicos do clero evangélico.  Como estamos equidistantes da mensagem genuína da Bíblia Sagrada e princípios reformadores e bíblicos.

Por outro lado, não são ensinamentos arminianos, calvinistas, luteranos nem de qualquer outro teólogo, cuja tese tem grande repercussão e discussão, que fazem a diferença do que está certo ou errado na vida cristã ou na salvação do homem. É por essas e outras razões que o espaço não me permite enumerá-las que entendo, e o nobre leitor há de convir comigo, que precisamos urgentemente de salvar a Reforma ou de reformar na Reforma Protestante. Devemos saudar o aniversário da Reforma, mas, não se tem muito para se comemorar. Não está se falando em ser retrógrado, saudosista e ultrapassado.  O que precisamos é retornar aos princípios da Palavra de Deus, voltar a simplicidade e transparência do Santo Evangelho.

Devemos, urgentemente, voltar a pregar em nossos púlpitos, dizendo que Jesus salva, cura, liberta e que em breve virá. Retornar aos princípios reformadores e bíblicos que a salvação do homem é somente pela graça, e somente através da fé, e somente na pessoa de Jesus Cristo, e somente por intermédio das Escrituras Sagradas e, finalmente, somente a Deus criador e sustentador de tudo, seja dada a glória, eternamente. Boa Reforma. Amém.

10 de ago. de 2013

OBREIROS: CONSAGRA OU NÃO CONSAGRA!!



Quando leio alguma publicação sobre ministério, fico a me perguntar: será que este articulista é pastor de campo? Isto é, dirige um rebanho. Ele conhece de fato, as situações boas ou ruins do ministério. Se tem experiências com o povo. Um pastor-auxiliar, por vezes, não tem experiência de ministério pastoral, de direção de rebanho, de povo. Ou ainda , pode haver um pastor, que é chamado de "pastor de gabinete". Aquele que presta consulta em seu gabinete pastoral, como se médico fosse. Entretanto, não está acostumado com o contato com as ovelhas, com o cheiro e os carrapichos das ovelhas. Acaba o culto, se retira para o seu gabinete, onde recebe dois ou três de sua querência.

Então, quando ouço alguém falando ou postando, umas e outras, como se fosse o último biscoito da lata, a última voz que clama no deserto, eu me pergunto se ele está falando da teoria acadêmica ou da prática de campo?

A questão é a seguinte: ou o pastor ora para consagrar alguém e o consagra efetivamente sem medo, sem qualquer temor, ou não se consagra. Não adianta ficar receioso ou duvidoso se  aquele candidato ao Ministério vais ser bênção ou não, se vai ficar no campo e dar fruto para a denominação ou não. Se o pastor ficar com esse tipo de "neura" ele acaba pirando. Vejamos alguns exemplos:da Bíblia: Jesus orou a noite toda, e mesmo assim teve um Judas em seu Ministério. Moisés ouviu o conselho de Jetro e colocou, depois de consultar ao Senhor, 70 anciãos como maiorais sobre Israel, mesmo assim Datã, Coré e Abirão se insurgiram contra ele no deserto. Paulo separou obreiros para o ministério que ele mesmo denominou de cães ou de maus obreiros. E nomeou, para o nosso conhecimento, alguns deles que foram implacáveis contra seu apostolado: Demas, Himineu e Fileto, e Alexandre "o latoeiro", entre outros. Sem contar com a rixa apostólica entre Paulo e Pedro que não eram pequenas.

Assim, quantos líderes foram alvos da leviandade e ganância de homens infiéis? Por isso a Bíblia diz para confiarmos o ministério, a homens fiéis. Entretanto, ninguém traz estrela na testa e, no primeiro momento, todos são bonzinhos, humildes, um servo. Mas, depois que é separado, logo "mostra as unhas" contra aquele pastor.

Evidente que se pode evitar para que se tenha o mínimo desses maus obreiros no ministério ou na liderança da igreja. Agora, é certo que nunca ficaremos sem os maus obreiros, e ele sempre existirão. A minha palavra é: ore a Deus, confie em Cristo e consagre pois, a separação ao ministério passa a ser uma maldição para aqueles que NÃO se apresentarem bem "APROVADO como obreiro que não tem do que se envergonhar."

Bom seria se tivéssemos no ministério somente Timóteo, Tito, Epafras, Apeles, Urbano. Mas, sinceramente, seria sem graça, insosso. E Paulo sabia disso. Sem contar que há pastores que são verdadeiros déspotas, donos do ministério local.Todos abaixando a cabeça para ele com medo. É próprio dos tiranos e ditadores. No Ministério o tratamento cabível é baseado na honestidade, na sinceridade e na franqueza.

Se, porventura, o pastor tem uma pedra no seu sapato ministerial ou está decepcionado pela ter consagrado uma serpente ou um inútil, ore a Deus, não desanime, fique firme. Certamente, o pastor pode transformar essa pedra de sapato em mais uma pedrinha na sua coroa de glória ou a pedrinha será triturada por Deus, em tempo oportuno, se não acertar os passos. A serpente pode virar um bom peixe e o inútil, se tornar um servo fiel e bom.Amém.

12 de jul. de 2013

Os clamores da rua em um país democrático!



A frase "O Brasil não é um país sério", é tradicionalmente atribuída ao presidente francês Charles De Gaulle. Mas, também é atribuída ao embaixador do Brasil na França, durante uma crise entre os dois países, nos anos 60, que ficou conhecida como a Guerra da Lagosta, com a inabilidade do
governo brasileiro de não saber tratar o assunto. (Wikipédia)

Seja quem foi que proferiu essa frase, fica patente que o Brasil pouco avançou nos últimos 10 anos em sua inação em face de situações conflituosas. E não me refiro a contenciosos internacionais, como agora, temos a questão da espionagem americana em terra brasileira. E nesse contexto, querem enganar a quem... Somos sabedores que desde há muitos o governo norte-americano (EUA) tem observado o mundo, e entrincheirado o Brasil através das fronteiras da cobiçada Amazônia. Por que não dizer, muitos cientistas políticos e analistas econômicos consideram o Brasil como vassalo, outros colônia, outros como refém econômico dos EUA.

Mas, essa matéria de espionagem dos Estados Unidos em terras brasileiras vem, segundo analistas, para tirar o foco dos graves problemas políticos, sociais, econômicos e financeiros que perpassam os nacionais brasileiros e foram alvo dos clamores do povo, nas últimas manifestações. Como disse Jô Soares, era só um espirrar, alguém dizia: Saúde! Era bastante para aparecer outros gritando: Educação, Segurança, melhores Transportes!!!


O Clamor das Ruas atordoaram os governantes brasileiros que estavam “deitados em berço esplêndido” e jamais esperavam por uma reação silenciosa e contagiante. O Governo Federal, principalmente, está completamente estonteado. Medidas estão sendo tomadas, no fragor da batalha, sem sustentabilidade jurídica e política. O povo deu um grito de guerra e assustou políticos e governantes com as pautas vindas de assembleias campais, estampadas em faixas, cartazes, camisas e rostos. A reivindicação era o básico de uma nova democracia: EDUCAÇÃO, SAÚDE, MORADIA, SEGURANÇA, TRANSPORTE DIGNO, EMPREGO, ETC.

Quando se fala em democracia no Brasil, a que se entender toda a história que enfronha o assunto. O Brasil já teve império, ditadura civil e ditadura militar, e República. Mas, a propósito, me pergunto nessas horas por que a denominação institucional do Brasil não é REPUBLICA DEMOCRÁTICA FEDERATIVA DO BRASIL?

Assim, o povo pede uma democracia mais republicana, isto é, o devido respeito com a administração da coisa pública, transparência com os atos de governo e sinceridade na comunicação, sem tapeação!!! O que vemos estampado vergonhosamente, saltando aos nossos olhos: a corrupção, a malversação do dinheiro público, os desmandos administrativos entre outras tantas formas de falta de políticas públicas, tem elevado mais ainda esse status de um país que não é sério. E as empresas privadas prestadoras de serviços para a Administração Pública que, excepcionalmente, se locupletam das vantagens dos serviços e erário públicos.

O Brasil é um país de grandiosas riquezas: econômicas, minerais, territoriais, etc. Falta administração pública, constitucionalmente, eficiente. Claro, que temos muita gente lá dentro que são coerentes e competentes. O jogo político-partidário é o que estraga: as benesses, os atalhos e o toma lá da cá.
E as bolsas-assistenciais. Um renomado cientista político disse, recentemente, em entrevista que os planos assistencialistas do Brasil devem existir no mesmo plano em que o governo deve criar garantia de volta ao mercado de trabalho àquele assistido, sem precisar mais das "bolsas-assistenciais". Ocorre que no Brasil assistencialismo público quer dizer paternalismo, sempre usados pelos caudilhos e ditadores para manter o seu país pobre e necessitado deles, para se perpetuarem no governo.

Certa vez, no início da faculdade, a professora de Direito Administrativo, pediu a classe que fizesse um desenho qualquer de como víamos em nossa mente a Administração Pública. Bem... Fiz dois trens desgovernados, nos mesmos trilhos, prontos a se entrechocarem. Um representando o Povo e outro a Administração Pública. A professora disse que depois das aulas veríamos a AP sob uma nova ótica. Certamente, ela estava certa. Aprendemos muitas coisas sobre a Administração Pública. Contudo, a meu ver, os trens continuam desgovernados...

Concluo dizendo que, como cidadão digo que o Brasil tem jeito! Como diz um hino cristão antigo: “Meu Brasil, grande nação, pátria sublime...” Para isso tem que se mudar o conceito de cidadania. Mudar a consciência do povo na hora do voto, a começar por mim.

Como CIDADÃO DOS CÉUS tenho que ter a consciência de orar pelo meu país e pelos seus governantes, “para que tenhamos dias melhores”. (Pr. Ezequiel da Silva)

17 de mai. de 2013

Quando um crente fica enfermo é por que está em pecado?


“Quando um crente fica enfermo é por que está em pecado”. Esse ensino é anti-bíblico, enganoso e com consequências desastrosas.
Por Ezequiel da Silva
hospitalMe preocupa a intolerância dos crentes em face de doença sobre si ou sobre os outros. Todos nós, enquanto estivermos aqui na terra, estamos sujeitos às enfermidades, doenças, vírus, etc. Mas, isso não significa que os que de nós são afligidos, estão em pecado, ou vida espiritual fracassada, ou que se trata de uma maldição, por assim dizer.Claro que não estão descartados os efeitos da teologia da Queda, estudada na Hamartiologia (Doutrina do Pecado na Teologia Sistemática), basta entender o texto bíblico de Romanos 5.12 em que esclarece a entrada da morte no contexto da vida humana por causa do pecado. É preciso ter bom senso, sobretudo bíblico, para não julgar temerariamente uma pessoa (ou seu familiar) por está passando por uma crise, seja ela no campo físico, emocional ou psicológico. Atribuir a esta pessoa em crise de enfermidades ou doenças que ela está em pecado por estar enfrentando uma doença é, no mínimo, assentar-se na cadeira de juiz e determinar a sentença. E, por outro lado, é desconhecer os desígnios divinos específicos para a pessoa enferma. Aliás, como bons "fariseus", os tais julgadores, só vão descobrir a triste sina, quando a situação recair sobre si ou sobre sua família. Como uma diferença, agora, os tais imploram por misericórdia de Deus e reclamam do descaso dos outros para com a sua dor. Inclusive, que nada cometeram para estarem sofrendo assim! Bom… Como diz o adágio popular: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.Poderia desenvolver uma exegese acurada. Mas, sem querer entrar no âmbito da discussão de textos bíblicos, que parecem ligar o pecado à doença (a maioria dos textos e passagens inteiras, são soltas e isoladas), se faz necessário entender o que Jesus Cristo disse: "no mundo tereis aflições…" (João 16.33). A expressão “aflições” tem a mesma raiz de “tribulação” (thlipsis, gr.). O Senhor não prometeu "mar de rosas" para ninguém que quisesse seguir o Evangelho. Nem as epístolas – a Bíblia como um todo – confirmam que os crentes viveriam em "céu de brigadeiro". Estamos num corpo físico e num plano terrestre, suscetíveis às doenças, aos vírus, às bactérias e diversas enfermidades. É natural que um ser humano (inclusive crentes) seja atingido por uma ou outra. Algumas doenças são temporárias, outras de longo prazo, algumas são enfermidades que até levam à morte. E, então, a morte é o fim para os que servem a Deus? Somos tão fatalistas, que desconhecemos o poder curador e remidor de Cristo? Jesus disse: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mateus 22.29). Será que pregamos uma coisa e vivemos outra? Ora, não é a fé que nos levará a ser curados por Jesus? Mas, a Fé envolve três importantes aspectos: Fé Natural, Fé Salvadora ou Salvífica e Fé como Dom Espiritual.

Levemos em conta também o lado da provação de Deus sobre o crente. O Senhor, às vezes, coloca a nossa fé em prova (como fez com vários personagens da Bíblia). E quantos de nós pecamos, porque blasfemamos contra o Senhor, alegando para Ele a nossa adversidade. Que Ele se esqueceu de nós e assim por diante… Então, vejamos, e se o crente não receber a cura e/ou morrer (ou até um membro de sua família) em consequência de uma doença? É por causa do pecado? Nem sempre! Admitir isso é julgar. E só quem pode julgar vivos e mortos, unicamente, é Deus (2 Timóteo 4.1; 1 Pedro 4.5). Por óbvio, ainda que o crente venha a morrer, e se estiver gozando de saúde espiritual, operou nele a fé salvadora. Deus, em sua soberania, não o permitiu permanecer na terra dos viventes, mas, o elevou ao pódio da glória eterna, através da fé. Paulo, o apóstolo, concluiu “combati o bom combate, acabei a carreira, e guardei a fé” (2 Timóteo 4.7). O problema é que nós não queremos enfrentar a morte. E isso é fato! Então, teólogos pós-modernos criam doutrinas insustentáveis biblicamente, a fim de tentar equacionar o "mistério da fé". Isso não quer dizer que não devemos lutar com as nossas forças humanas para combater a enfermidade. Não está se dizendo que não deva exercer a fé para ser curado. Também, não está se admitindo, que por causa da soberania divina, devo cruzar os braços e aceitar a desdita. Não é assim que a Bíblia ensina. Lembremo-nos que há doenças que são para a glória de Deus.


O foco dessas linhas é advertir ao leitor que não podemos, em hipótese nenhuma, atribuir pecado, maldição ou qualquer outra teologia, sobre quem está enfermo. Se assim fizermos passamos de súditos do Reino, para juízes do Reino. Não seja um "fariseu moderno" disseminando por aí que seu irmão está em pecado por estar enfermo. Mesmo que o fosse, a sua obrigação é a de orar por ele, pois, nesse Reino não há lugar para dois juízes. Só há UM. Leia a Bíblia. Estude-a.

Edição: Searanews (Facebook). +Pr. Paulo Pontes 

23 de abr. de 2013

TERRORISMO DO PÚLPITO E A PREGAÇÃO CONTEMPORÂNEA


TERRORISMO DO PÚLPITO E A PREGAÇÃO CONTEMPORÂNEA
 Por: Pr. Ezequiel Silva
Toda forma de terrorismo é repudiada: político, social, religioso, bélico, extremista, etc. Porém, tem uma forma de terrorismo que está sendo muito usada, por alguns "pregadores" nos púlpitos cristãos, que chamo de TERRORISMO DE PÚLPITO.  O que significa isso? É quando o pregador vocifera do púlpito palavras de ordem, chavões ao seu público que: se ele não fizer isto ou aquilo, estarão sujeitos ao fogo do inferno. Entre outras, por exemplo: “quem não pular ou falar em línguas hoje, neste culto, Deus vai jogar no leito”; “se você não contribuir com R$X, vai ficar doente”, e por aí vai.  É cada absurdo! E o pior: alguns usam o nome de Deus para chancelar a sua vaidade pessoal. 
O Terrorismo de púlpito é inaceitável e igualmente repudiável, pelas seguintes razões: 1) desqualifica o poder salvífico do Evangelho de Cristo (que é "o poder de Deus para salvação de todo que crê" - Romanos 1.16), 2) atemoriza as pessoas que ouvem (Cristo mesmo disse: "a minha paz vos dou [...], não se atemorize." - João14.27), 3) aliena o crente, 4) constrange  o ouvinte e, 5)  envaidece o "pregador".
 Pregadores há que precisam sentar e ouvir alguns anos antes  de sair pregando por aí, travestidos de imitação, “unção”, rouquidão e roupagem de outros pregadores ditos “famosos” e não revestidos do Espírito Santo de Deus. Não que eu seja contra os pregadores novos (deve-se começar cedo). Entretanto, quando comecei a pregar e depois casei-me,  fui diácono, presbítero da igreja, a minha esposa me incentivou a ir com ela para o seminário, e fomos!!... Pregadores há que precisam aprender a pregar primeiro, não só noções de homilética, eloquência e retórica, também  de  educação para falar (tem uns que berram!) e falar  em público, conhecer também, o mínimo do vernáculo  (em nosso caso, a Língua Portuguesa) para depois usar o microfone em público. Não estou excluindo o chamado de Deus. Não! Absolutamente. Contudo, Deus chama a quem ele quer, mas cabe ao pregador saber lidar com as ferramentas a sua disposição: 1) Bíblia, 2) oração, 3) sabedoria, 4) o mínimo necessário de conhecimento teológico. 1) A Bíblia está aí em várias versões, tipos e modelos. 2) A oração deve ser uma prática de comunhão. 3) A sabedoria vem de Deus, a quem se pede ( leia Tiago 1.5) e 4) conhecimento  bíblico e teológico, é indispensável. Como vai pregar o que não conhece. Aí diz o incauto: Mas, Jesus falou para não se preocupar que na hora seria concedido o que falar. Pois é, se conhecesse Bíblia e as disciplinas teológicas: homilética, hermenêutica e exegese, não citava um texto fora do contexto. No texto em questão (Mateus 10.19), Jesus consola os discípulos, no caso deles serem presos por amor do Evangelho, diante do juiz, onde não haverá Bíblia,  estudo  teológico, etc, só oração. Então, naquele momento seria concedido, pelo Espírito de Cristo, o que falar. E o Salmo 81.10..., trata-se de uma poesia relembrando o cativeiro do Egito e falando da obstinação do povo de Israel. O indicativo ali é para se encher da lei de Deus.
 Há que se levar em conta que estamos a pregar o Evangelho para pessoas do Séc.  XXI: pessoas com outras motivações, e que não veem na pregação ou no pregador, um atrativo para aceitar o Evangelho, se não fosse a misericórdia do Senhor. O que se tem visto e ouvido são: Mensagens de persuasão; de autoajuda; de apelo emocional (somente), de triunfalismo  (Deus vai te dar, vai te levantar,  vai tirar do calabouço,etc.). Aí alguém diz: mas o povo quer ouvir isso. Eu digo que não: o povo vai acostumar ouvir o que se prega. Comece a pregar a mensagem de Cruz, ou a palavra doutrinária, edificativa, exortativa e consoladora, com as qualificadoras acima apresentadas, e veja o resultado. AH!  Mas, se não tiver um gritinho, um pulinho, línguas, não está bom. Serei taxado como pregador frio. A experiência tem me mostrado nesses 23 anos de ministério, 14 anos de pastorado, que mesmo nas mensagens evangelísticas ou doutrinárias, a igreja sente a Graça e o Poder de Deus. E quem convence o pecador é o Espírito Santo e não a mera eloquência persuasiva do pregador. Devo dizer (por um dever de consciência) que as mensagens dos púlpitos evangélicos tem melhorado e muito. Jovens, pregadores e pregadoras, tem se esforçado por aprender primeiro.
 A mensagem bíblica contemporânea tem-se mostrado improdutiva, por assim dizer, por alguns motivos: tem-se apresentado o pregador (com roupas e sapatos que mais parecem uma estrela de cinema) e não a Cristo; tem-se trocado a sabedoria bíblica que vem do alto pela sabedoria humana que é “terrena, animal e diabólica" (leia Tiago 3.15);  tem-se preferido a mensagem intelectual a poderosa mensagem bíblica. Poderosa aqui não se traduz em berros e gritaria, e chavões e palavras de ordens.Paulo disse enfaticamente: “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder...” (1Coríntios 2.4). Tem-se  esquecido da mensagem do calvário, a mensagem essencialmente bíblica,  com demonstração de resultado positivo: salvação de vidas, curas divinas, libertação, edificação, vidas consoladas e exortadas. O que se tem trazido para os púlpitos,infelizmente, é comida de má qualidade, arranjos homiléticos, pregações copiadas  de internet, livros, etc. Ou,ainda, a pregação que agrada aos ouvidos. Há muitos, já  se ouvia dizer: “o pregador fala o que Deus quer que ele fale e não o que os outros querem ouvir”. Esta é a visão do autor Dennis F. Quinlaw, do livro “Pregação no Espírito” (Ed. Betânia): “O pregador busca algo além do que a energia humana pode produzir.” – Um pregador da Palavra não pode basear-se na experiência de outros, se quiser pregar com poder; tem que buscar sua própria experiência. 
A pregação contemporânea precisa mostrar que o Evangelho é novidade de vida, que ser crente não é estar enrolado numa bandeira denominacional. Mas que é uma transformação de vida – da velha para uma nova em Cristo. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2Coríntios  5.17)

(Continua)... Até breve na Santa Paz!




16 de fev. de 2013

Pequena reflexão sobre a renúncia do Papa Bento XVI



BENTO XVI o líder da Igreja Católica Romana anuncia a sua renúncia. 

Conhecido pela sua rigidez dogmática, Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, anunciou sua renúncia ao “trono de São Pedro”. O Vaticano insiste que a decisão do papa não foi gerada por pressões internas. Evidente que é muito cedo para uma análise, mas, o catecismo da ICAR não abre portas para os eventos da vida cotidiana de seus fiéis, que estão fora do seio da igreja por causa de seus problemas sociais, conjugais e até de cunho pessoal. Além da imposição do celibato para os sacerdotes e a enxurrada de denúncias envolvendo o clero: abuso sexual, pedofilia e corrupção. Será que não houve pressão interna. Sim, Bento XVI (pp.) não tem o veio carismático e político que legou o seu antecessor por mais de 20 anos a frente da ICAR, apesar de ser renomado doutor em Teologia e consagrado afirmador da doutrina da fé católica, afinal, foi o prefeito da Congregação da Fé do Vaticano.

Mas... Qual será o perfil do novo papa? Moderado? Conservador? Liberal? Muito embora a Santa Sé não confirme doença específica, mas a alegação da renúncia é de preservação da saúde do papa Bento XVI.

Destarte, fico a pensar com meus botões sobre a atitude do sumo pontífice em relação ao poder. E quantos dos nossos líderes evangélicos deveriam ter passado o cajado há muito tempo, contudo, preferem ficar no poder até serem carregados pela alça do caixão a ver a igreja avançar por outro líder. Renunciar não é um descalabro, é uma atitude digna, sempre entendendo que a Igreja tem um Dono - Jesus Cristo. 

Por enquanto é isso, volto ao assunto com mais profundidade, no que diz respeito a reflexão sobre a nossa forma de liderança. 

Na Santa Paz de Cristo.

Veja também:

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