31 de out de 2013

SALVE A REFORMA.

SALVE A REFORMA
Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Sola Scriptura, Soli Deo Gloria.




Hoje, 31 OUTUBRO, é comemorado "o dia da Reforma Protestante", portanto, há 496 anos. Martinho Lutero foi o expoente da Reforma, contudo o movimento não foi iniciado por ele diretamente, houve os bastidores da Reforma. O movimento reformista data da época dos Valdenses. Os ideais reformistas foram levados avante pelos pré-reformadores, homens sérios, pertencente em sua maioria ao clero, voltados para os estudos sistemáticos da Bíblia Sagrada, que se opuseram aos ensinamentos errôneos da Igreja Católica Romana sobre a reverência as imagens, a venda de indulgências, a infalibilidade papal entre outros. E passaram a lecionar ao povo leigo sobre a verdadeira mensagem do Evangelho de Jesus Cristo. Entre eles: Calvino (França), João Huss (Leste Europeu), John Wycliffe (Reino Unido), Zuínglio (Suíça) e John Knox (Escócia). Mas, foi no início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero (Alemanha), abraçando as idéias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra a compra de indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas. Esse fato é, historicamente, considerado como o início da Reforma Protestante. Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms, que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses, no entanto ele defendeu-as e pediu a reforma. Em face disso, deu-se início a Contrarreforma, onde o catolicismo empreendeu ferrenha luta para expurgar os "hereges". Nascia assim a "Companhia de Jesus" (os Jesuítas) e a Inquisição que perseguiram e mataram os protestantes huguenotes culminando no sangrento dia histórico conhecido como "o massacre de São Bartolomeu" na França.

História à parte, a verdade é que se faz necessário repensar a Reforma. Os primeiros protestantes reunirem-se em casas e depois em templos modestos. O ponto alto era a pregação do Evangelho de forma simples, buscando a conversão para o caminho da salvação em Cristo àqueles que estavam em trevas. A Reforma teve o seu valor inestimável, por tudo que representa. Sangue foi derramado e vidas ceifadas por causa dos novos ideais e a bandeira do retorno à simplicidade do Evangelho de Cristo.
Entretanto, atualmente, existe uma crise de identidade no Protestantismo. A começar pelos rótulos. Lembro-me que, na época de criança, que eram chamados de "protestantes", depois de "crentes". Veio o movimento do Espírito, e denominaram-se "pentecostais". Não muito depois, fazia-se uma diferença entre as próprias igrejas históricas e entre as históricas tradicionais e as pentecostais. Até que convencionou-se o nome de "evangélicos". E hoje houve uma subdivisão entre os pentecostais: os históricos, os pentecostais renovados e os neopentecostais.  Agora, a nomenclatura mudou para "gospel" ou o nome da igreja local ou o nome do líder-pastor. Quero dizer, o termo evangélico ainda prevalece, mas se tornou moda identificar o líder ou a denominação.

Na década de 90, ser evangélico era "status". Mas, nos tempos da minha infância ser protestante era marginalizado pela sociedade, principalmente, pela igreja dominante, alguns passavam e nem cumprimentavam pelo fato de ser protestante. O protestante, assim chamado pelo seu protesto e pregação contra o pecado , a idolatria, contra uma vida desregrada, fora da presença de Deus e contra a pomposidade, pregando-se a simplicidade de ser "crente" em Cristo, seja nos templos, casas ou em praças. Época em que as igrejas eram apedrejadas e incendiadas. Os crentes eram apedrejados em praças públicas. O protestante era amado e odiado, ao mesmo tempo. Porém, todos tinham um profundo respeito pelo homem e a mulher protestante. Sabiam que um verdadeiro protestante comprava e pagava, não dava cheques sem fundos, não assinava uma nota ou letra que não pudesse arcar. Cumpria o que prometia e não prometia o que não pudesse cumprir. Eram transparentes em seus negócios e no trato com as pessoas. Viviam uma vida simples, contemplativa e santa (alguns possuidores de diplomas, bens e altos empregos). Hoje, tem alguns evangélicos que nos causam vergonha e ojeriza pelo seu comportamento público repugnante.

Mas, nos tempos atuais, observa-se que esses ideais já se foram, há muitos, esquecidos pelos protestantes hodiernos. São inúmeros e graves, os problemas que nos afetam.  Ensinamentos discrepantes àqueles dos reformadores e muito mais longe dos ensinamento de Jesus Cristo e dos Apóstolos. Os ideais atuais estão voltados para a prosperidade a qualquer custo, os enriquecimentos dos ministros (às vezes ilícitos ou fraudulento), a idolatria pastoral insuflada pelo narcisismo de alguns líderes que gostam de ouvir o som da própria voz, o clero evangélico forte, despreparado e sem temor a Deus, os carros e casas luxuosos e templos imponentes que brilham com o resplendor do sol, quanto maior e mais esplendoroso for, maior prestígio goza o ministro. São as artimanhas políticas engendradas dentro das barricadas clericais, que sempre terminam em desafetos, e pior, prejudicam a Igreja e arranha significativamente o Evangelho. São as cobranças de cachês para pregar e para cantar para homens e mulheres que (com exceção) nunca deram um dia de sangue e suor para a nação. Não que seja contra abençoar o pregador ou o cantor dentro dos limites da igreja, e os tais saibam administrar seu quinhão junto a família. Estou falando de quantias exorbitantes e impostas - "se não der eu não vou". Ou fala que vai e mente descaradamente, indo para outro lugar que melhor lhe convém e satisfaça a sua ganância. E o pior... O povo fica esperando esse tal pregador ou esse tal cantor, que não apareceu. Sem falar naqueles Líderes que entregam o pastorado para outro a troco de grande soma - "de porteira fechada" ou entrega a igreja e vai para outra que lhe está lhe oferecendo maior renda eclesiástica, como se fosse um clube de futebol. Líderes que não se contentam com um título ministerial e criam cada vez mais rótulos nobiliárquicos do clero evangélico.  Como estamos equidistantes da mensagem genuína da Bíblia Sagrada e princípios reformadores e bíblicos.

Por outro lado, não são ensinamentos arminianos, calvinistas, luteranos nem de qualquer outro teólogo, cuja tese tem grande repercussão e discussão, que fazem a diferença do que está certo ou errado na vida cristã ou na salvação do homem. É por essas e outras razões que o espaço não me permite enumerá-las que entendo, e o nobre leitor há de convir comigo, que precisamos urgentemente de salvar a Reforma ou de reformar na Reforma Protestante. Devemos saudar o aniversário da Reforma, mas, não se tem muito para se comemorar. Não está se falando em ser retrógrado, saudosista e ultrapassado.  O que precisamos é retornar aos princípios da Palavra de Deus, voltar a simplicidade e transparência do Santo Evangelho.

Devemos, urgentemente, voltar a pregar em nossos púlpitos, dizendo que Jesus salva, cura, liberta e que em breve virá. Retornar aos princípios reformadores e bíblicos que a salvação do homem é somente pela graça, e somente através da fé, e somente na pessoa de Jesus Cristo, e somente por intermédio das Escrituras Sagradas e, finalmente, somente a Deus criador e sustentador de tudo, seja dada a glória, eternamente. Boa Reforma. Amém.

10 de ago de 2013

OBREIROS: CONSAGRA OU NÃO CONSAGRA!!



Quando leio alguma publicação sobre ministério, fico a me perguntar: será que este articulista é pastor de campo? Isto é, dirige um rebanho. Ele conhece de fato, as situações boas ou ruins do ministério. Se tem experiências com o povo. Um pastor-auxiliar, por vezes, não tem experiência de ministério pastoral, de direção de rebanho, de povo. Ou ainda , pode haver um pastor, que é chamado de "pastor de gabinete". Aquele que presta consulta em seu gabinete pastoral, como se médico fosse. Entretanto, não está acostumado com o contato com as ovelhas, com o cheiro e os carrapichos das ovelhas. Acaba o culto, se retira para o seu gabinete, onde recebe dois ou três de sua querência.

Então, quando ouço alguém falando ou postando, umas e outras, como se fosse o último biscoito da lata, a última voz que clama no deserto, eu me pergunto se ele está falando da teoria acadêmica ou da prática de campo?

A questão é a seguinte: ou o pastor ora para consagrar alguém e o consagra efetivamente sem medo, sem qualquer temor, ou não se consagra. Não adianta ficar receioso ou duvidoso se  aquele candidato ao Ministério vais ser bênção ou não, se vai ficar no campo e dar fruto para a denominação ou não. Se o pastor ficar com esse tipo de "neura" ele acaba pirando. Vejamos alguns exemplos:da Bíblia: Jesus orou a noite toda, e mesmo assim teve um Judas em seu Ministério. Moisés ouviu o conselho de Jetro e colocou, depois de consultar ao Senhor, 70 anciãos como maiorais sobre Israel, mesmo assim Datã, Coré e Abirão se insurgiram contra ele no deserto. Paulo separou obreiros para o ministério que ele mesmo denominou de cães ou de maus obreiros. E nomeou, para o nosso conhecimento, alguns deles que foram implacáveis contra seu apostolado: Demas, Himineu e Fileto, e Alexandre "o latoeiro", entre outros. Sem contar com a rixa apostólica entre Paulo e Pedro que não eram pequenas.

Assim, quantos líderes foram alvos da leviandade e ganância de homens infiéis? Por isso a Bíblia diz para confiarmos o ministério, a homens fiéis. Entretanto, ninguém traz estrela na testa e, no primeiro momento, todos são bonzinhos, humildes, um servo. Mas, depois que é separado, logo "mostra as unhas" contra aquele pastor.

Evidente que se pode evitar para que se tenha o mínimo desses maus obreiros no ministério ou na liderança da igreja. Agora, é certo que nunca ficaremos sem os maus obreiros, e ele sempre existirão. A minha palavra é: ore a Deus, confie em Cristo e consagre pois, a separação ao ministério passa a ser uma maldição para aqueles que NÃO se apresentarem bem "APROVADO como obreiro que não tem do que se envergonhar."

Bom seria se tivéssemos no ministério somente Timóteo, Tito, Epafras, Apeles, Urbano. Mas, sinceramente, seria sem graça, insosso. E Paulo sabia disso. Sem contar que há pastores que são verdadeiros déspotas, donos do ministério local.Todos abaixando a cabeça para ele com medo. É próprio dos tiranos e ditadores. No Ministério o tratamento cabível é baseado na honestidade, na sinceridade e na franqueza.

Se, porventura, o pastor tem uma pedra no seu sapato ministerial ou está decepcionado pela ter consagrado uma serpente ou um inútil, ore a Deus, não desanime, fique firme. Certamente, o pastor pode transformar essa pedra de sapato em mais uma pedrinha na sua coroa de glória ou a pedrinha será triturada por Deus, em tempo oportuno, se não acertar os passos. A serpente pode virar um bom peixe e o inútil, se tornar um servo fiel e bom.Amém.

12 de jul de 2013

Os clamores da rua em um país democrático!



A frase "O Brasil não é um país sério", é tradicionalmente atribuída ao presidente francês Charles De Gaulle. Mas, também é atribuída ao embaixador do Brasil na França, durante uma crise entre os dois países, nos anos 60, que ficou conhecida como a Guerra da Lagosta, com a inabilidade do
governo brasileiro de não saber tratar o assunto. (Wikipédia)

Seja quem foi que proferiu essa frase, fica patente que o Brasil pouco avançou nos últimos 10 anos em sua inação em face de situações conflituosas. E não me refiro a contenciosos internacionais, como agora, temos a questão da espionagem americana em terra brasileira. E nesse contexto, querem enganar a quem... Somos sabedores que desde há muitos o governo norte-americano (EUA) tem observado o mundo, e entrincheirado o Brasil através das fronteiras da cobiçada Amazônia. Por que não dizer, muitos cientistas políticos e analistas econômicos consideram o Brasil como vassalo, outros colônia, outros como refém econômico dos EUA.

Mas, essa matéria de espionagem dos Estados Unidos em terras brasileiras vem, segundo analistas, para tirar o foco dos graves problemas políticos, sociais, econômicos e financeiros que perpassam os nacionais brasileiros e foram alvo dos clamores do povo, nas últimas manifestações. Como disse Jô Soares, era só um espirrar, alguém dizia: Saúde! Era bastante para aparecer outros gritando: Educação, Segurança, melhores Transportes!!!


O Clamor das Ruas atordoaram os governantes brasileiros que estavam “deitados em berço esplêndido” e jamais esperavam por uma reação silenciosa e contagiante. O Governo Federal, principalmente, está completamente estonteado. Medidas estão sendo tomadas, no fragor da batalha, sem sustentabilidade jurídica e política. O povo deu um grito de guerra e assustou políticos e governantes com as pautas vindas de assembleias campais, estampadas em faixas, cartazes, camisas e rostos. A reivindicação era o básico de uma nova democracia: EDUCAÇÃO, SAÚDE, MORADIA, SEGURANÇA, TRANSPORTE DIGNO, EMPREGO, ETC.

Quando se fala em democracia no Brasil, a que se entender toda a história que enfronha o assunto. O Brasil já teve império, ditadura civil e ditadura militar, e República. Mas, a propósito, me pergunto nessas horas por que a denominação institucional do Brasil não é REPUBLICA DEMOCRÁTICA FEDERATIVA DO BRASIL?

Assim, o povo pede uma democracia mais republicana, isto é, o devido respeito com a administração da coisa pública, transparência com os atos de governo e sinceridade na comunicação, sem tapeação!!! O que vemos estampado vergonhosamente, saltando aos nossos olhos: a corrupção, a malversação do dinheiro público, os desmandos administrativos entre outras tantas formas de falta de políticas públicas, tem elevado mais ainda esse status de um país que não é sério. E as empresas privadas prestadoras de serviços para a Administração Pública que, excepcionalmente, se locupletam das vantagens dos serviços e erário públicos.

O Brasil é um país de grandiosas riquezas: econômicas, minerais, territoriais, etc. Falta administração pública, constitucionalmente, eficiente. Claro, que temos muita gente lá dentro que são coerentes e competentes. O jogo político-partidário é o que estraga: as benesses, os atalhos e o toma lá da cá.
E as bolsas-assistenciais. Um renomado cientista político disse, recentemente, em entrevista que os planos assistencialistas do Brasil devem existir no mesmo plano em que o governo deve criar garantia de volta ao mercado de trabalho àquele assistido, sem precisar mais das "bolsas-assistenciais". Ocorre que no Brasil assistencialismo público quer dizer paternalismo, sempre usados pelos caudilhos e ditadores para manter o seu país pobre e necessitado deles, para se perpetuarem no governo.

Certa vez, no início da faculdade, a professora de Direito Administrativo, pediu a classe que fizesse um desenho qualquer de como víamos em nossa mente a Administração Pública. Bem... Fiz dois trens desgovernados, nos mesmos trilhos, prontos a se entrechocarem. Um representando o Povo e outro a Administração Pública. A professora disse que depois das aulas veríamos a AP sob uma nova ótica. Certamente, ela estava certa. Aprendemos muitas coisas sobre a Administração Pública. Contudo, a meu ver, os trens continuam desgovernados...

Concluo dizendo que, como cidadão digo que o Brasil tem jeito! Como diz um hino cristão antigo: “Meu Brasil, grande nação, pátria sublime...” Para isso tem que se mudar o conceito de cidadania. Mudar a consciência do povo na hora do voto, a começar por mim.

Como CIDADÃO DOS CÉUS tenho que ter a consciência de orar pelo meu país e pelos seus governantes, “para que tenhamos dias melhores”. (Pr. Ezequiel da Silva)

17 de mai de 2013

Quando um crente fica enfermo é por que está em pecado?


“Quando um crente fica enfermo é por que está em pecado”. Esse ensino é anti-bíblico, enganoso e com consequências desastrosas.
Por Ezequiel da Silva
hospitalMe preocupa a intolerância dos crentes em face de doença sobre si ou sobre os outros. Todos nós, enquanto estivermos aqui na terra, estamos sujeitos às enfermidades, doenças, vírus, etc. Mas, isso não significa que os que de nós são afligidos, estão em pecado, ou vida espiritual fracassada, ou que se trata de uma maldição, por assim dizer.Claro que não estão descartados os efeitos da teologia da Queda, estudada na Hamartiologia (Doutrina do Pecado na Teologia Sistemática), basta entender o texto bíblico de Romanos 5.12 em que esclarece a entrada da morte no contexto da vida humana por causa do pecado. É preciso ter bom senso, sobretudo bíblico, para não julgar temerariamente uma pessoa (ou seu familiar) por está passando por uma crise, seja ela no campo físico, emocional ou psicológico. Atribuir a esta pessoa em crise de enfermidades ou doenças que ela está em pecado por estar enfrentando uma doença é, no mínimo, assentar-se na cadeira de juiz e determinar a sentença. E, por outro lado, é desconhecer os desígnios divinos específicos para a pessoa enferma. Aliás, como bons "fariseus", os tais julgadores, só vão descobrir a triste sina, quando a situação recair sobre si ou sobre sua família. Como uma diferença, agora, os tais imploram por misericórdia de Deus e reclamam do descaso dos outros para com a sua dor. Inclusive, que nada cometeram para estarem sofrendo assim! Bom… Como diz o adágio popular: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”.Poderia desenvolver uma exegese acurada. Mas, sem querer entrar no âmbito da discussão de textos bíblicos, que parecem ligar o pecado à doença (a maioria dos textos e passagens inteiras, são soltas e isoladas), se faz necessário entender o que Jesus Cristo disse: "no mundo tereis aflições…" (João 16.33). A expressão “aflições” tem a mesma raiz de “tribulação” (thlipsis, gr.). O Senhor não prometeu "mar de rosas" para ninguém que quisesse seguir o Evangelho. Nem as epístolas – a Bíblia como um todo – confirmam que os crentes viveriam em "céu de brigadeiro". Estamos num corpo físico e num plano terrestre, suscetíveis às doenças, aos vírus, às bactérias e diversas enfermidades. É natural que um ser humano (inclusive crentes) seja atingido por uma ou outra. Algumas doenças são temporárias, outras de longo prazo, algumas são enfermidades que até levam à morte. E, então, a morte é o fim para os que servem a Deus? Somos tão fatalistas, que desconhecemos o poder curador e remidor de Cristo? Jesus disse: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mateus 22.29). Será que pregamos uma coisa e vivemos outra? Ora, não é a fé que nos levará a ser curados por Jesus? Mas, a Fé envolve três importantes aspectos: Fé Natural, Fé Salvadora ou Salvífica e Fé como Dom Espiritual.

Levemos em conta também o lado da provação de Deus sobre o crente. O Senhor, às vezes, coloca a nossa fé em prova (como fez com vários personagens da Bíblia). E quantos de nós pecamos, porque blasfemamos contra o Senhor, alegando para Ele a nossa adversidade. Que Ele se esqueceu de nós e assim por diante… Então, vejamos, e se o crente não receber a cura e/ou morrer (ou até um membro de sua família) em consequência de uma doença? É por causa do pecado? Nem sempre! Admitir isso é julgar. E só quem pode julgar vivos e mortos, unicamente, é Deus (2 Timóteo 4.1; 1 Pedro 4.5). Por óbvio, ainda que o crente venha a morrer, e se estiver gozando de saúde espiritual, operou nele a fé salvadora. Deus, em sua soberania, não o permitiu permanecer na terra dos viventes, mas, o elevou ao pódio da glória eterna, através da fé. Paulo, o apóstolo, concluiu “combati o bom combate, acabei a carreira, e guardei a fé” (2 Timóteo 4.7). O problema é que nós não queremos enfrentar a morte. E isso é fato! Então, teólogos pós-modernos criam doutrinas insustentáveis biblicamente, a fim de tentar equacionar o "mistério da fé". Isso não quer dizer que não devemos lutar com as nossas forças humanas para combater a enfermidade. Não está se dizendo que não deva exercer a fé para ser curado. Também, não está se admitindo, que por causa da soberania divina, devo cruzar os braços e aceitar a desdita. Não é assim que a Bíblia ensina. Lembremo-nos que há doenças que são para a glória de Deus.


O foco dessas linhas é advertir ao leitor que não podemos, em hipótese nenhuma, atribuir pecado, maldição ou qualquer outra teologia, sobre quem está enfermo. Se assim fizermos passamos de súditos do Reino, para juízes do Reino. Não seja um "fariseu moderno" disseminando por aí que seu irmão está em pecado por estar enfermo. Mesmo que o fosse, a sua obrigação é a de orar por ele, pois, nesse Reino não há lugar para dois juízes. Só há UM. Leia a Bíblia. Estude-a.

Edição: Searanews (Facebook). +Pr. Paulo Pontes 

23 de abr de 2013

TERRORISMO DO PÚLPITO E A PREGAÇÃO CONTEMPORÂNEA


TERRORISMO DO PÚLPITO E A PREGAÇÃO CONTEMPORÂNEA
 Por: Pr. Ezequiel Silva
Toda forma de terrorismo é repudiada: político, social, religioso, bélico, extremista, etc. Porém, tem uma forma de terrorismo que está sendo muito usada, por alguns "pregadores" nos púlpitos cristãos, que chamo de TERRORISMO DE PÚLPITO.  O que significa isso? É quando o pregador vocifera do púlpito palavras de ordem, chavões ao seu público que: se ele não fizer isto ou aquilo, estarão sujeitos ao fogo do inferno. Entre outras, por exemplo: “quem não pular ou falar em línguas hoje, neste culto, Deus vai jogar no leito”; “se você não contribuir com R$X, vai ficar doente”, e por aí vai.  É cada absurdo! E o pior: alguns usam o nome de Deus para chancelar a sua vaidade pessoal. 
O Terrorismo de púlpito é inaceitável e igualmente repudiável, pelas seguintes razões: 1) desqualifica o poder salvífico do Evangelho de Cristo (que é "o poder de Deus para salvação de todo que crê" - Romanos 1.16), 2) atemoriza as pessoas que ouvem (Cristo mesmo disse: "a minha paz vos dou [...], não se atemorize." - João14.27), 3) aliena o crente, 4) constrange  o ouvinte e, 5)  envaidece o "pregador".
 Pregadores há que precisam sentar e ouvir alguns anos antes  de sair pregando por aí, travestidos de imitação, “unção”, rouquidão e roupagem de outros pregadores ditos “famosos” e não revestidos do Espírito Santo de Deus. Não que eu seja contra os pregadores novos (deve-se começar cedo). Entretanto, quando comecei a pregar e depois casei-me,  fui diácono, presbítero da igreja, a minha esposa me incentivou a ir com ela para o seminário, e fomos!!... Pregadores há que precisam aprender a pregar primeiro, não só noções de homilética, eloquência e retórica, também  de  educação para falar (tem uns que berram!) e falar  em público, conhecer também, o mínimo do vernáculo  (em nosso caso, a Língua Portuguesa) para depois usar o microfone em público. Não estou excluindo o chamado de Deus. Não! Absolutamente. Contudo, Deus chama a quem ele quer, mas cabe ao pregador saber lidar com as ferramentas a sua disposição: 1) Bíblia, 2) oração, 3) sabedoria, 4) o mínimo necessário de conhecimento teológico. 1) A Bíblia está aí em várias versões, tipos e modelos. 2) A oração deve ser uma prática de comunhão. 3) A sabedoria vem de Deus, a quem se pede ( leia Tiago 1.5) e 4) conhecimento  bíblico e teológico, é indispensável. Como vai pregar o que não conhece. Aí diz o incauto: Mas, Jesus falou para não se preocupar que na hora seria concedido o que falar. Pois é, se conhecesse Bíblia e as disciplinas teológicas: homilética, hermenêutica e exegese, não citava um texto fora do contexto. No texto em questão (Mateus 10.19), Jesus consola os discípulos, no caso deles serem presos por amor do Evangelho, diante do juiz, onde não haverá Bíblia,  estudo  teológico, etc, só oração. Então, naquele momento seria concedido, pelo Espírito de Cristo, o que falar. E o Salmo 81.10..., trata-se de uma poesia relembrando o cativeiro do Egito e falando da obstinação do povo de Israel. O indicativo ali é para se encher da lei de Deus.
 Há que se levar em conta que estamos a pregar o Evangelho para pessoas do Séc.  XXI: pessoas com outras motivações, e que não veem na pregação ou no pregador, um atrativo para aceitar o Evangelho, se não fosse a misericórdia do Senhor. O que se tem visto e ouvido são: Mensagens de persuasão; de autoajuda; de apelo emocional (somente), de triunfalismo  (Deus vai te dar, vai te levantar,  vai tirar do calabouço,etc.). Aí alguém diz: mas o povo quer ouvir isso. Eu digo que não: o povo vai acostumar ouvir o que se prega. Comece a pregar a mensagem de Cruz, ou a palavra doutrinária, edificativa, exortativa e consoladora, com as qualificadoras acima apresentadas, e veja o resultado. AH!  Mas, se não tiver um gritinho, um pulinho, línguas, não está bom. Serei taxado como pregador frio. A experiência tem me mostrado nesses 23 anos de ministério, 14 anos de pastorado, que mesmo nas mensagens evangelísticas ou doutrinárias, a igreja sente a Graça e o Poder de Deus. E quem convence o pecador é o Espírito Santo e não a mera eloquência persuasiva do pregador. Devo dizer (por um dever de consciência) que as mensagens dos púlpitos evangélicos tem melhorado e muito. Jovens, pregadores e pregadoras, tem se esforçado por aprender primeiro.
 A mensagem bíblica contemporânea tem-se mostrado improdutiva, por assim dizer, por alguns motivos: tem-se apresentado o pregador (com roupas e sapatos que mais parecem uma estrela de cinema) e não a Cristo; tem-se trocado a sabedoria bíblica que vem do alto pela sabedoria humana que é “terrena, animal e diabólica" (leia Tiago 3.15);  tem-se preferido a mensagem intelectual a poderosa mensagem bíblica. Poderosa aqui não se traduz em berros e gritaria, e chavões e palavras de ordens.Paulo disse enfaticamente: “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder...” (1Coríntios 2.4). Tem-se  esquecido da mensagem do calvário, a mensagem essencialmente bíblica,  com demonstração de resultado positivo: salvação de vidas, curas divinas, libertação, edificação, vidas consoladas e exortadas. O que se tem trazido para os púlpitos,infelizmente, é comida de má qualidade, arranjos homiléticos, pregações copiadas  de internet, livros, etc. Ou,ainda, a pregação que agrada aos ouvidos. Há muitos, já  se ouvia dizer: “o pregador fala o que Deus quer que ele fale e não o que os outros querem ouvir”. Esta é a visão do autor Dennis F. Quinlaw, do livro “Pregação no Espírito” (Ed. Betânia): “O pregador busca algo além do que a energia humana pode produzir.” – Um pregador da Palavra não pode basear-se na experiência de outros, se quiser pregar com poder; tem que buscar sua própria experiência
A pregação contemporânea precisa mostrar que o Evangelho é novidade de vida, que ser crente não é estar enrolado numa bandeira denominacional. Mas que é uma transformação de vida – da velha para uma nova em Cristo. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2Coríntios  5.17)

(Continua)... Até breve na Santa Paz!




16 de fev de 2013

Pequena reflexão sobre a renúncia do Papa Bento XVI



BENTO XVI o líder da Igreja Católica Romana anuncia a sua renúncia. 

Conhecido pela sua rigidez dogmática, Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, anunciou sua renúncia ao “trono de São Pedro”. O Vaticano insiste que a decisão do papa não foi gerada por pressões internas. Evidente que é muito cedo para uma análise, mas, o catecismo da ICAR não abre portas para os eventos da vida cotidiana de seus fiéis, que estão fora do seio da igreja por causa de seus problemas sociais, conjugais e até de cunho pessoal. Além da imposição do celibato para os sacerdotes e a enxurrada de denúncias envolvendo o clero: abuso sexual, pedofilia e corrupção. Será que não houve pressão interna. Sim, Bento XVI (pp.) não tem o veio carismático e político que legou o seu antecessor por mais de 20 anos a frente da ICAR, apesar de ser renomado doutor em Teologia e consagrado afirmador da doutrina da fé católica, afinal, foi o prefeito da Congregação da Fé do Vaticano.

Mas... Qual será o perfil do novo papa? Moderado? Conservador? Liberal? Muito embora a Santa Sé não confirme doença específica, mas a alegação da renúncia é de preservação da saúde do papa Bento XVI.

Destarte, fico a pensar com meus botões sobre a atitude do sumo pontífice em relação ao poder. E quantos dos nossos líderes evangélicos deveriam ter passado o cajado há muito tempo, contudo, preferem ficar no poder até serem carregados pela alça do caixão a ver a igreja avançar por outro líder. Renunciar não é um descalabro, é uma atitude digna, sempre entendendo que a Igreja tem um Dono - Jesus Cristo. 

Por enquanto é isso, volto ao assunto com mais profundidade, no que diz respeito a reflexão sobre a nossa forma de liderança. 

Na Santa Paz de Cristo.

Veja também:

http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2174828463554366051#editor/target=post;postID=2908947859964693269

23 de jan de 2013

A POLÍTICA NAUSEANTE DO SISTEMA ECLESIÁSTICO


A POLÍTICA NAUSEANTE DO SISTEMA ECLESIÁSTICO.



Vamos combinar: o sistema político-eleitoral das convenções ou dos concílios eclesiásticos, está se tornando nauseante, principalmente, no que tange a escolha da liderança eclesiástica maior, seja em nível regional ou nacional. Em todas as representações denominacionais evangélicas há graves problemas nos itens: gestão administrativa e fome de poder. Evidente que cada convenção ou concílio tem o seu sistema para eleição do presidente e da mesa diretora e forma de governo estatutário. Bem... Parafraseando o Divino Mestre: onde reside o poder ali está o coração do homem. 

Fico me perguntando, o que pessoas que se dizem despenseiros de Deus, independente da denominação, não fazem para se manterem no poder, assentados na cadeira do meio ou a cátedra mais alta das mesas diretoras de convenções e concílios. E os acordos, os conchavos, os encontros, as fachadas fraudulentas, as gestões administrativo-financeiras mascaradas e os escândalos que surgem em decorrência da malversação do erário eclesiástico. Já dizia o filósofo: "dê o poder ao homem e saberás quem é este homem!" A situação é caótica; tudo por causa de status e manejo financeiro. 

Não quero dizer com isso, que o sistema do sacro colégio cardinalício romano não tem, também, as suas graves dificuldades. É claro que existem os acordos, os conchavos, o desejo do poder! Afinal assentar-se no “trono de Pedro” é governar praticamente o mundo. 

O Conclave Católico se reúne no Vaticano a portas fechadas (o último, em 2005, com pouco mais de 160 cardeais votantes). Os cardeais são mantidos em total isolamento do mundo exterior: não podem usar telefone, internet, receber jornais, ver televisão, etc. Contudo, certamente que entre eles, há uma costura política, para a indicação do Sumo Pontífice. Mesmo que haja uma pausa para orações para a eleição. Além das fontes informativas católicas, a leitura do livro “As Sandálias do Pescador”, de Morris Westt dá uma ideia geral dos bastidores do Conclave.

Entre as convenções e concílios evangélicos, salvo raríssimas exceções, a campanha eleitoral em nada difere da partidária secular e, às vezes, com tons mais venenosos, a ponto de se atacar a moral e a dignidade dos candidatos para que, a qualquer custo e não importa como, o candidato A ou B chegue ao pódio do poder eclesiástico. Chegam às raias da falta do respeito humano, sem dizer o espiritual, isto é, são pares que se digladiam, ferindo princípios e noções do sacerdócio bíblico eclesiástico e da ética ministerial, afrontando franca e deliberadamente a unção espiritual que está sobre todos os ministros do Evangelho participantes. Infelizmente, a situação não fica só entre os candidatos, contaminam também, correligionários, simpatizantes e partidários. Ah... Sem contar os "santinhos", "profetinhas", bottons e bandeiras; cabos, sargentos e até coronéis eleitorais. É notoriamente execrável. Mas, o pior mesmo, é o coronelismo hereditário. como se fosse terras de café, fazendas de gado. As coisas perderam o rumo. O trem desgovernou faz tempo.

Pensar que isso vai mudar é utopia; faz parte da história do poder. A menos que, mude a mentalidade dos ministros mais novos, E estes sejam comprometidos com o Reino de Deus, busque-o em oração com um coração contrito, que sejam desvencilhados do cordão umbilical do sistema nepotista e coronelista religioso evangélico.

Sobretudo, que os novos ministros que estão chegando devolvam a glória que é somente de Cristo Jesus e sejam tementes ao Rei e Senhor do Reino Eterno. E que tenham também, um desejo ardente pela proclamação do Evangelho no País e no mundo. Pois, com toda sinceridade, não é assim que está ocorrendo; não é assim que os “velhos caciques” já empoeirados e entenebrecidos pelo status quo do poder, estão procedendo, atualmente. Entretanto, para isso, os novos ministros chegantes, precisam colocar o “nome na praça”, serem corajosos, audaciosos, intimoratos, sem arrogância e pretensões espúrias. 

O sistema político eclesiástico está bem longe daquilo que lemos sobre os apóstolos de Cristo no livro de Atos, quando do primeiro concílio em Jerusalém: "Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós…" E, ao final, uma oração elevada aos Céus, pela certeza de que foi feita a VONTADE de Deus. É o que penso. Oremos, pois irmãos!